quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Terrorismo na França

Com um pouco de atraso, gostaria de fazer um breve comentário sobre o assassinato de doze cartunistas na França por terroristas ligados à Al Qaeda.

O ocidente está em guerra e o inimigo são extremistas mulçumanos. Essa guerra nos faz lembrar de outras com a qual mantém alguma semelhança. Durante a Grécia Antiga, na guerra de Esparta contra Atenas, tínhamos a contraposição de dois conjuntos de valores opostos e conflitantes. Esparta representava a vida tribal e Atenas, a sociedade aberta. Na Segunda Guerra Mundial, as coisas meio que se repetem. A Alemanha representava a nação militar, dedicada à guerra, enquanto a Inglaterra, a sociedade livre, dedicada ao comércio. Durante a Guerra Fria, os protagonistas foram União Soviética, regime autoritário e economia planificada, contra Estados Unidos, democracia e economia de mercado. Essa repetição de fatos trás à baila a seguinte questão: uma sociedade aberta sempre terá inimigos? Aparentemente sim. A sociedade aberta não é apenas mais livre e tolerante, ela é também mais próspera. Infelizmente, a inveja é um dos sentimentos mais destrutivos que existe. E é esse o sentimento que explica tanto ódio.

Charlie Hebdo: charges polêmicas

O desejo real dos grupos islâmicos radicais é destruir o ocidente e seus valores. Face ao atraso moral, intelectual e econômico em relação ao ocidente, os países islâmicos tinham duas alternativas: mudar suas instituições e se aproximar mais dos valores de uma sociedade aberta. Ou, transformar essa sociedade livre e próspera em um grande inimigo e começar uma guerra. Quem estudou um pouco que seja sobre povos tribais, nações militares e sociedades fechadas já saberia de antemão que o resultado seria esse a que estamos assistindo. Um cão não larga fácil de seu osso. Numa sociedade fechada, existem os donos do poder. A eles, não interessa mudança, é preferível a guerra.

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